Remodelação de casa em pedra, Beira Baixa. Pormenor da Escada-lareira-banco-mesa
 
 
 
 
A construção do meu projecto "Pool house em Ferreira do Zêzere", de que já tinha apresentado imagens conceptuais, está terminada.
Saiba mais detalhes aqui.
 
 

Provavelmente a mudança de casa ou de instalações da empresa que desejava há tanto tempo estará neste momento irremediavelmente adiada. Os bancos estão a dificultar o crédito e os tempos aconselham prudência e contenção de custos.

Mas as razões da mudança, se não se relacionarem com a localização, deverão em princípio manter-se: inadequabilidade ou envelhecimento do espaço actual, seja porque a cozinha, as instalações sanitárias ou outros compartimentos estão obsoletos, porque a casa necessita de um upgrade geral, ou por questões de funcionalidade que não estão bem resolvidas e que no fundo nunca o inspiraram ou convenceram.

Em tempos de crise, onde saídas para jantar fora, férias e outros luxos são permanentemente equacionados, a casa tem que ser o nosso espaço de conforto, de retiro. O centro do nosso mundo. Faz por isso todo o sentido investir um pouco no seu melhoramento.

Em tempos de crise pode não conseguir investir numa nova casa mas deve sempre investir na que já tem.

Se não podemos mudar de casa, devemos tornar a que temos o mais acolhedora possível. Fazer dela um local que nos inspire no dia a dia, nos proporcione momentos de prazer, nos ampare nos maus momentos.

Se não podemos contratar um arquitecto para nos fazer uma casa nova ou para remodelar a que pensávamos comprar, é provável que o consigamos envolver na remodelação da casa que já temos. Pergunte porque provavelmente não irá custar tanto quanto está a pensar. E o resultado fará toda a diferença.

Muitas pessoas têm a ideia feita de que um arquitecto irá complicar as coisas, propor soluções dispendiosas e estranhas, por mero capricho. Podendo haver excepções que confirmem este preconceito, ele é, na maior parte dos casos, profundamente falso: Um bom profissional entende o que lhe é pedido e propõe de forma criativa soluções racionais, personalizadas e optimizadas para cada espaço. E na maioria das situações, mais económicas do que se forem propostas por um curioso, ou por alguém empenhado em vender determinado produto ou equipamento. Para além de que um bom projecto é uma injeção para o ego. Do arquitecto, mas também e principalmente do seu cliente, que para além de conhecer uma incomensurável melhoria no seu dia a dia, ainda vê o seu espaço valorizar-se comercialmente.

Uma intervenção deste tipo é sempre uma oportunidade. Ou, à posteriori, uma oportunidade perdida.
 
 
O meu site “Henrique Barros-Gomes, arquitecto” foi lançado há pouco mais de 6 meses. A versão em língua Inglesa estava também online menos de um mês depois.

Pouco depois de lançar o site iniciei este blog, que começou como uma forma de ir actualizando o site com novos conteúdos e acabou por evoluir para o que é hoje quase uma necessidade de materializar, de forma escrita, reflexões e pensamentos que vou tendo sobre a minha actividade de arquitecto freelancer mas também sobre muitas outras coisas.

Este esforço de escrever conteúdos apelativos e potencialmente interessantes tornou-se uma necessidade premente, da qual sinto falta quando para tal não tenho tempo. Para além de me fazer recuperar o gosto de escrever (que no fundo sempre tive) permitiu-me também organizar muito melhor as minhas ideias sobre uma infinitude de assuntos. E também identificar, pelo feedback que fui tendo, os temas que as pessoas que me lêem mais apreciam.

Hoje em dia há ferramentas gratuitas, como por exemplo o “Google Analytics”, que permitem até a um leigo como eu perceber como os utilizadores da internet interagem com o seu site. O que vêem, quando, por quanto tempo e de onde acederam ao site. Na última versão do programa estes dados estão até disponíveis em tempo real. Ou seja, se por exemplo alguém em Singapura entrar no meu site eu tenho imediatamente essa informação, caso esteja a visualizar o “Analytics”. Esta útil ferramenta têm-me permitido tirar algumas conclusões:

Depois do interesse inicial que despertou, é realmente nas alturas em que publico textos no blog, apresento novos projectos ou refiro notícias sobre a sua publicação na imprensa que o site regista maior afluência. Naturalmente que, como referi num dos meus primeiros posts, a divulgação nas redes sociais ajuda a potenciar o impacto de toda esta informação.

Neste breve tempo em que está online, o site recebeu a visita de quase 3000 pessoas de cerca de 60 países, pouco mais de metade das quais naturalmente de Portugal. É motivo de enorme satisfação que tanta gente, de tão variadas proveniências, tenha interesse no meu trabalho ou nas minhas ideias. E que me vá acompanhando e interagindo comigo. Reforça-me a vontade de continuar o que tenho feito até aqui e encoraja-me a melhorar, a aumentar o meu grau de exigência.

E agora a pergunta que irá na cabeça de muitas pessoas que estejam a ler este texto: - Está bem, tudo isso é muito interessante, mas reflecte-se em mais trabalho de arquitectura?

A resposta não é fácil. Ou melhor, até é: Sim e não.

Sim, porque a realidade é que já tive alguns trabalhos que não teria se não tivesse feito um esforço de divulgação tão grande. E tive diversas sondagens para potenciais encomendas de pessoas que sentiram empatia pelo que faço e que podem vir a resultar em trabalhos concretos.

Não porque, no fundo, não posso dizer ainda que esteja com muito trabalho em resultado da minha presença na internet.

Mas o facto é que, nos dias que correm, quase ninguém está propriamente cheio de trabalho, como se sabe. E como optimista (e determinado) que sou, acredito que a persistência acabará por dar frutos. Como tal, vamo-nos vendo por aqui!
 
 
O termo “factor Uau” foi inicialmente utilizado para referir as qualidades intrínsecas de cada pessoa, que a elevam, a tornam única e diferente das demais. Num determinado indivíduo pode referir-se a óbvias capacidades de liderança, noutro a aptidões fora do vulgar para a matemática, noutro a um instinto maternal exacerbado. Resume as características que sobressaem, de forma mais ou menos evidente, naquela pessoa e a tornam memorável para os outros. O mesmo termo tem também sido associado às mais diversas áreas da actividade humana.
O conceito, tão debatido nestes tempos de aceleração da forma como nos relacionamos com o conhecimento, é aplicável à arquitectura, mas também aos campos da música, cinema, fotografia, design, publicidade e muitas outras artes visuais. Tem a ver essencialmente com a sensação de agrado imediato que temos quando vemos ou ouvimos algo que nos surpreende positivamente. Privilegia a gratificação instantânea, reforçada por vezes por um entusiasmo que exterioriza a espectacularidade que encontramos naquela imagem, espaço ou ocorrência. E associamos qualidade às coisas pelas quais experimentamos esta sensação. Estabelecemos com elas uma relação de enorme empatia e achamos obviamente que sobressaem das demais.

Mas se por um lado esta qualidade (wowness) é importante naquilo que produzimos, de modo a destacarmos as nossas criações das dos nossos concorrentes, neste mercado voraz e feroz em que nos movimentamos, não é menos importante que, após o apelo inicial, as coisas continuem a funcionar e a demonstrar, no quotidiano, o acerto das suas premissas. No fundo, mais importante que o impacto inicial que nos provocam, é fundamental que gostemos cada vez mais das obras arquitectónicas ao longo do contacto que vamos tendo com elas. Que com o passar do tempo, à medida que as mesmas vão ganhando patine e perdendo a imaculada inocência da juventude, continuemos a achá-las funcionais, belas e inspiradoras.

Como nas relações humanas, mais importante que uma paixoneta, ou que uma atracção fútil por algo muito belo, é o amor duradouro. Este adora as qualidades e aprende a conviver com os pequenos defeitos. Optimista, chama-lhes “traços de personalidade”, porque assim como não existem pessoas perfeitas, não há obras isentas de imperfeições. E não há mesmo bela sem senão…

Cada bom projecto tem, na sua essência, uma ideia forte que conta a sua história e é perceptível como o seu ponto alto. É o seu “factor Uau”. Mas o mesmo projecto resolve também, de forma mais invisível, um conjunto de pequenos problemas indispensáveis a que faça sentido e funcione como um todo. Tem espessura para além do que aparenta à primeira vista. Exige mais do que uma análise. E não é nunca óbvio.
 
 
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Um dos piores pesadelos de um arquitecto (embora honestamente a falta de trabalho suplante pela negativa este tipo de angústia) acontece quando um cliente lhe pede uma casa-Frankenstein.

Esta situação caracteriza-se pelo desejo de que a casa que vamos pensar incorpore as mais diversas imagens, retiradas de revistas, de situações que viveu, lugares que conhece ou onde esteve, mas acima de tudo retiradas do contexto.

Não haveria nada de mal em tudo isto se as referidas imagens fossem entendidas como inspirações, preocupações que de outra forma o cliente não consegue transmitir. O verdadeiro problema surge quando tentamos incorporar estes desejos no projecto que estamos a realizar, de forma integrada e coerente e nos dizem – Mas não percebeu, eu quero mesmo que a lareira seja igual à que lhe mostrei, e o barbecue, a escada e a piscina também. Se calhar não viu com atenção as imagens que lhe forneci?

O que poderia ser um conjunto de indicações perfeitamente legítimo, para nos fazer pensar e orientar os nossos esforços de modo a maximizar a resposta que vamos dar às expectativas de quem nos contrata, transforma-se numa imposição de utilizarmos de forma casuística e avulsa imagens, que ainda por cima foram pensadas para um determinado e necessariamente diferente contexto e que na maior parte das vezes não é possível articular de um modo interessante, sem cair no grotesco. Como na história de Mary Shelley, iremos produzir o tal monstro feito com peças ou partes retiradas de outros locais.

Acho que este problema reside, muitas vezes, na ideia preconcebida que algumas pessoas têm do que deverá ser a sua casa, construída por acumulação. Quando vêm uma imagem de que gostam pensam que um dia ainda a irão replicar na sua casa. O que por vezes não percebem é que mais importante do que reproduzir a imagem é perceber a sua essência, o conceito que lhe está subjacente e que esse sim é válido e potencialmente enriquecedor. A reprodução acrítica de uma imagem pode resultar numa realidade caricata. A maior parte das vezes resulta mesmo, porque a escala, o enquadramento, o encadeamento de espaços nem sempre são reprodutíveis.

O mais curioso é que usualmente, quando este cliente vivencia casas em que o arquitecto teve mais liberdade, as aprecia. Fazem-lhe sentido, sem que por vezes se aperceba, a coerência, o equilíbrio e a harmonia. A qualidade do espaço.

Esta questão da forma como algumas pessoas imaginam que a sua casa deva ser tem sido muito estudada e é muitas vezes comparada com a relação que as mesmas pessoas têm com os seus carros: Enquanto esperam que um carro seja o mais moderno possível e que pareça do último modelo, pretendem pelo contrário que a sua casa seja igual à dos seus avós, que não seja esquisita ou demasiado diferente e que sobretudo não se pareça com nada senão com uma casa.

Gostava de perceber a que se deve parecer uma casa. Alguém tem ideias?

 
 
Acabei de receber os mini-cartões que encomendei online na Moo. Este serviço sediado no Reino Unido tem a particularidade de se poder escolher, sem custos adicionais, imagens diferentes para o verso de cada cartão. São um óptimo "portfolio de bolso". Além dos mini-cartões, há várias possibilidades de cartões de visita, postais e acessórios. Vale bem a pena visitar o site

 
 
Há um livro, que todos os arquitectos deveriam ler, chamado "Vontade Indómita" (no original "The Fountainhead"), escrito em 1943 pela americana Ayn Rand. O livro deu origem, poucos anos mais tarde, a um célebre filme de King Vidor, em que Gary Cooper interpreta o papel principal.

A história narra a vida e o percurso profissional de Howard Roark, arquitecto de grandes convicções e talento e de uma rectidão a toda a prova. Incapaz de fazer compromissos que desvirtuem o seu trabalho, Roark sofre anos a fio sucessivos golpes dos seus rivais, que o deixam várias vezes em grandes dificuldades e à beira de perder tudo. Esses duros contratempos não o fazem mover-se, nem um milímetro, da rota que traçou para si mesmo: A da integridade da sua obra, sem cedências nem contemplações de qualquer tipo.

Roark acaba por colher os frutos que semeou durante todo o seu percurso profissional, pois os seus clientes são-lhe fiéis e voltam sempre a dar-lhe trabalho e a recomendá-lo. A sua obra é perfeitamente irrepreensível e de uma coerência assinalável.

Sendo um personagem de ficção, Howard Roark reúne todas as qualidades para ser um herói dentro da profissão (o que efectivamente acontece – muitos arquitectos definem-no como o modelo a seguir, independentemente de haver exemplos muito mais reais que poderiam servir para o efeito). Há quem lhe encontre traços biográficos de um famoso arquitecto americano – Frank Lloyd Wright – também ele genial e completamente avesso a situações de compromisso. Esta associação terá também a ver com a confusa vida sentimental de ambos, personagem e indivíduo de carne e osso, nomeadamente com o envolvimento amoroso com uma cliente enquanto projectavam a sua casa.

O que para mim é essencial reter desta fábula é que, por mais dificuldades que encontremos, por mais negro que o futuro possa parecer, se seguirmos o caminho que o nosso instinto nos indica e formos persistentes, acabaremos por triunfar.

Lembrei-me de tudo isto nesta altura em que Steve Jobs nos deixou e tanto foi escrito sobre o seu legado e  percurso admiráveis.

A divulgação à escala planetária, nos dias a seguir ao seu desaparecimento, das suas ideias, discursos e citações, pelos media e redes sociais permite reconhecer, sem entrar em endeusamentos, um homem com traços de carácter idênticos aos de H. Roark.

Um e outro sofreram traições, tiveram altos e baixos, viveram com pouco e com muito, desenvolveram coisas extraordinárias, com uma ideia simples em mente: Tudo o que for menos do que a perfeição é insuficiente.

Teimosos, obstinados, obsessivos, visionários e revolucionários. Por vezes intratáveis. Mas por norma geniais.

Acho mesmo que Steve Jobs era o verdadeiro Roark. O Howard era só um personagem.

 
 
“Que possas viver tempos interessantes”

Esta frase, tantas vezes repetida, é supostamente a tradução de uma antiga maldição chinesa (embora não haja, de acordo com a pesquisa que efectuei, registos efectivos de que assim seja). O seu significado é ambivalente. Se é aparentemente aliciante viver em tempos interessantes, é também previsível que o seja difícil, pelo menos por comparação com alturas pouco conturbadas. Os tempos interessantes para uns podem não o ser para todos. E normalmente não são.

Com a idade que tenho, que ainda não é muita mas também já não é pouca, no meio de milhares de dúvidas e interrogações que me preenchem a cabeça, e sem fazer grande futurologia, já sei várias coisas: Sei que não vou ganhar o prémio Pritzker1, que ainda tenho menos probabilidades de ganhar o Euromilhões e que não vou resolver os problemas do mundo nem mudá-lo completamente para melhor. Sei que quando tiver morrido (espero que daqui a muitos anos) o rasto da minha passagem pelo mundo irá desvanecer-se até que algum dia ninguém se lembre de mim, nem sequer os descendentes dos meus descendentes.

Mas sei também que, enquanto cá estou, posso influenciar e até mudar a vida de algumas pessoas, para além obviamente das que me são próximas. Está ao meu alcance inspirar e melhorar a vida das pessoas que usufruem daquilo que eu faço melhor – pensar e alterar o espaço em que vivem. É disso que vivo e é assim que gostaria de acabar os meus dias. Um arquitecto não se reforma. Por um lado porque, salvo raras excepções, não ganha suficientemente bem para isso, por outro porque é de facto aquilo que gosta de fazer e não se imagina a fazer outra coisa. E também porque é das profissões em que se ganha com a idade. Ganha-se experiência, consistência e maturidade. Pode perder-se frescura física, irreverência e deixar de se andar sempre na crista da onda, mas as nossas obras ganham profundidade e espessura e têm decerto menos erros. Em arquitectura, enquanto há lucidez, a idade é uma mais valia. Muita de produção arquitectónica mais aplaudida dos meus colegas mais famosos data de uma altura em que já tinham entrado na chamada maturidade. E há exemplos como Niemeyer que, aos 102 anos, continua a exercer a profissão.

Estamos provavelmente a viver a crise económica mais complicada que os que estão em idade activa alguma vez conheceram. Estudámos em história as grandes crises por que o país e o mundo passaram, mas não temos qualquer noção do que seja vivê-las na pele. Parecem-nos acontecimentos remotos, que sempre avaliámos por um prisma distanciado, pelo tempo ou pelo espaço.

A arquitectura, como muitas outras actividades, está a sofrer duramente com estes tempos. As encomendas diminuíram, os clientes estão retraídos, o crédito a que habitualmente recorrem complicou-se drasticamente, a compra de habitação quase estagnou, todos aguardamos decisões para avançar com projectos que já estavam aparentemente garantidos.

Acho que há algumas palavras chave que devemos ter em mente para sobreviver a estes tempos: Adaptabilidade, persistência, imaginação, determinação e esperança.

Adaptabilidade porque não podemos continuar a pensar como até aqui. Temos que procurar as oportunidades que existem e são necessariamente diferentes das que temos conhecido. Com as transformações que as novas tecnologias trouxeram à forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos, muito do que nos ensinaram ou tínhamos como certo está obsoleto. Temos de nos adaptar à nova realidade, procurar o nosso espaço, encontrar o nosso público. Até porque está provado que em alturas de grande crise surgem sempre grandes oportunidades. É “” encontrá-las.

Persistência porque o caminho não é fácil e não está isento de decepções. Não podemos é permitir que uma decepção pontual se transforme num fracasso permanente.

Imaginação na medida em que temos de procurar soluções diferentes, inspiradas, para contrariar a adversidade. No dia a dia ou nos projectos que realizamos, temos de conseguir fazer mais com menos.

Determinação porque para além de sermos persistentes temos também de traçar objectivos e lutar arduamente para conseguir a sua concretização. Fazer o possível e tentar o impossível para conseguir materializar os nossos sonhos. E estar preparados para trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Esperança porque devemos ter consciência de que o que passamos é necessariamente transitório. Portugal tem quase 900 anos de existência e sobreviveu a crises, apesar de tudo, bastante piores. Ainda aqui estamos depois de tantos problemas. E porque se perdermos a esperança, a capacidade de sonhar, tudo se torna mais difícil, sombrio e penoso. E chato.

Porque, para o bem e para o mal, vivemos de facto tempos interessantes.

Nota 1: o prémio Pritzker é o galardão mais importante a que um arquitecto pode aspirar, muitas vezes denominado “o Nobel da arquitectura”. Já foi atribuído aos arquitectos portugueses Álvaro Siza Vieira (1992) e Eduardo Souto de Moura (2011)